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PostHeaderIcon - A VIAGEM DA ALMA

COSMOGONIA

Sobre como se prepara e nasce cada alma e a viagem

que empreende até a encarnação.

A criação começa com a presença do Divino na manifestação. No imanifesto não há energia, só existe o ABSOLUTO. Na manifestação, nasce o INFINITO, nasce a energia.

A entrada da Energia Divina na manifestação, é de natureza trinária, esta idéia é comum a todas as religiões e movimentos espirituais, fala-se do Pai, Filho e Espírito Santo; Vontade Divina, Amor Divino e Sabedoria Divina etc.

Em um segundo momento, esta energia trinária transforma-se: por um lado em ESSÊNCIA DIVINA, e por outro em ESPÍRITO. Essência e espírito são duas qualidades que se diferenciam.

A Essência Divina está predominantemente ligada ao conteúdo, e o Espírito à forma, ao continente. A essência está mais ligada ao amor e o espírito à sabedoria.

Uma das experiências possíveis que se pode transitar dentro da existência do universo é a EXPERIÊNCIA HUMANA, que é a que estão vivendo todos os que estão encarnados na Terra. A característica principal da alma é a possibilidade de viver a auto-consciência do divino.

A Alma, todas as almas, foram criadas para realizar a experiência humana. Se eu, sendo Essência, que possuo individualidade, quero realizar a experiência humana, necessito uma Alma. A única razão de ser da Alma é justamente a de realizar a experiência humana, só está crida para este fim.

Existem seres que ainda quando não escolhem uma experiência humana e em consequência não têm alma, podem de todo modo apoiar, acompanhar a experiência humana.

Existem diferentes linhas evolutivas além da humana como por exemplo a linha angélica.

Então, para a criação da Alma, se produz algo semelhante a um “casamento” entre, uma Essência Divina que tem uma qualidade única, e o Espírito, que lhe dá forma, a matelializa e então nasce a Alma.

A criação, dizíamos, tem sempre uma ordem tripartida. Os três elementos da criação da Alma são: a Essência Divina, o Espírito e a intercessão divina.

Há dois tipos de criações, uma delas é a trinária, e a outra é a creación “auto-gerada”.

Junto com a criação do núcleo da Alma se cria seu eixo que recorre todas as dimensões, da primera à décima.

A alma têm como propósito realizar a experiencia humana e para levar a cabo este fim, cria um veículo que chamamos “Ser Anímico”. Neste caso a alma gera diretamente o Ser Anímico, estamos falando de outra forma de criação ao qual poderíamos chamar “auto-gerada”.

Se representamos o Ser Anímico em forma esférica, cada porção de experiência, de aprendizagem, que vamos realizando em cada encarnação, em um determinado tempo e espaço poderia estar representada por uma porção desta esfera.

O “Ser Anímico” cria por sua vez, um veículo para baixar à encarnação que é a personalidade, e com a personalidade e a energia da Terra, se cria o corpo físico.

Todos os planos de manifestação contêm em si o Divino.

Para a criação do corpo físico, especificamente, temos a energia divina da Terra que é a que gera a matéria divina densa, da que todos estamos feitos, ainda quando perdemos consciência dele. O aporte que faz a Terra é de materia densa e divina.

E para completar a idéia da natureza de nossa existência, temos a terceira variável que é a linha horizontal da matéria. Eu sou filha de meu pai e de minha mãe, que são filhos de... Estamos falando aqui da linha genética, da genealogia.

Estamos construídos de uma horizontal e uma vertical que juntam minha Alma com a energia do princípio da criação, com a energia do centro da Terra e com a linha horizontal da matéria.

Cada alma cria um veículo propício para a experiência que tem que realizar, as características do veículo estão em função daquilo que tento aprender, aqui estamos falando tanto da personalidade como do corpo físico. Como dizemos, eles haverão de serem criados em função da experiência a realizar.

A encarnação se produz por sincronia energética. O que quero dizer com isto? Nem todos escolhemos nossos pais no sentido do Sr. Fulano de tal, mas quando começamos a preparar-nos para descer, para encarnar e ter a experiência aqui, por sincronia energética vamos escolher ou sincronizar com um lugar que tenha a energia que eu necessito neste momento para realizar meu aprendizado, quer dizer produz-se um engate. Então, sincronia energética é atração por semelhança de vibração em algumas variáveis da energia. As variáveis semelhantes se sincronizam e compatibilizam para que o encontro e a aprendizagem sejam possíveis.

Isto pode ser uma resposta para a famosa pergunta: escolheste ou não escolheste seus pais?

Além do que foi dito anteriormente, a escolha por energia ou por seres dependerá do nível evolutivo, e ela resultará cada vez mais ajustada. Nas primeiras etapas da evolução se é atraído para energias afins, mais adiante se escolhem mais ativamente, seres com qualidades determinadas, com quem compartilhar a encarnação.

A escolha é sempre energeticamente sincrônica, nunca vamos parar em um lugar equivocado.

Quando há um nível de evolução mais alto, a escolha pode ser consciente, alguém poderia imaginar-se dizendo: bom, esses seres são os mais adequados para acompanhar a experiência que desejo viver, o outro se produz por atração, por semelhança energética com o tema que eu venho a trabalhar nesta encarnação e em relação ao nível evolutivo, ou seja, há uma atração que tem um sentido ainda que não haja uma consciência que escolha conscientemente, e sempre está relacionado com um propósito. O propósito também inclui como estou vibrando.

Isto é para os que nunca pensam: o que estou fazendo nesta família? Foi um erro? Um acidente do cosmos?

Não sei se alguém conhece o que é “a novela familiar”? Na psicanálise se chama novela familiar o “como eu imagino” a família que gostaria de ter. Nós crêmos que isto dá conta da rebeldia da Alma pensada em términos psicológicos. Estes pais não! Isto é rebeldia, se pasamos ao positivo, se alguém compreende que sempre é responsável e comprometido com o que vive e não há acidentes, não há, NÃO HÁ, rebeldia válida.

A possibilidade seria compreender onde estou e comprometer-me, porque, enquanto eu acredito que isto que vivo é um acidente, os demais são responsáveis ou os agentes “Netuno, Vênus…”, eu estou a mercê do acidente, eu não tenho nada haver com isto que acontece. Mas se eu responsabilizo-me, comprometo-me, tenho a possibilidade de modificar, de crescer e não dependo de fatores externos. Reconheço-me como co-criador da experiência. Aqui basicamente estamos nos referindo ao “como” viver o que venho a viver. Ele “que” pode estar bastante pré-determinado enquanto que o “como” é uma decisão nossa aqui, na encarnação. O “que” vou viver está na matriz de minha substância antes de encarnar, “como” vivo cada circunstância determinará qual meu crescimento espiritual, isto é, servirá-nos para evoluir ou não. Este pensamento é bastante linear, cabe mencionar que existem certas situações nas que, inclusive o “que” também pode modificar-se.

Há muitíssimos anos que o plano evolutivo do planeta, em relação ao espiritual, o que busca? Busca saber quem somos e a que viemos. Digamos que chegamos aqui, à encarnação, estamos encarnados: Olá, vois SOIS, meu velho! Que horror! Ou, que lindo!, de onde venho eu? A vida pode não ser só esto que vejo.

Cada um de nós, em seu estilo, busca um movimento ascendente, olhamos pela janela, algo nos faz sentir que há um mistério, que isto não é tudo, que o que vemos não é tudo, que o corpo não é tudo, então buscamos a ascensão, com a idéia de que o bom está em outro lado.

A espécie humana, suele despreciar o corpo nesta etapa, é como se “a coisa” estivesse longe, não aqui, quero Isso.

Muitos passamos pela etapa de: quero ir ao monastério!, para que estou encarnado? Este corpo que trabajo nos dá! há que lavá-lo, vesti-lo, dar-lhe de comer, levá-lo à festa, carregá-lo, todas estas coisas que alguém pode sentir em diversos graus, onde meto o corpo nesta historia, se o melhor está lá?

Então, recapitulando o primeiro passo é o primeiro descenso (vir à encarnação), o segundo, a busca da ascensão e o terceiro passo é o que se chama o SEGUNDO DESCENSO, que é: a magia do divino que está além e em toda parte, AQUI TAMBÉM.

Então, o que é este meu corpo? Meu corpo pensa, sente ou é algo mais? Para que quero um corpo aqui na experiência humana? Qual é o sentido de ter um corpo físico?

Sabemos que o primeiro passo para a realização, é o silêncio mental.

No segundo descenso, a mente é o primeiro com o que se encontra a energia divina ao descender. Como consequência disto se poderá tentar silenciar a mente, deter nossos pensamentos negativos, aquietar a mente para que apareça outra coisa, este último vamos desenvolver em outro momento. Intuimos que pode haver uma mente diferente, verdadeira, infinita, não limitante, observadora e ao mesmo tempo estruturada.

Inmediatamente se consigo que minha cabeça se silencie, minhas emoções se pacificam.

Estes dois passos são bastante simultâneos, primeiro busco o silêncio mental e alcanço ao mesmo tempo a paz emocional. A maioria das diferentes linhas espirituais levam em conta estes dois fenômenos.

O terceiro passo da realização é muito mais difícil porque é divinizar o corpo físico, e aqui começaríamos a responder à pergunta de para que temos um corpo físico. Isto é muito mais enigmático para todos nós, menos experimentado, menos comum na bibliografía Por que? Porque nós também temos uma ilusão do corpo, distorsões, alguém crê que é muito menor do que realmente se é ou alguém crê que é isso que caminha, fala, vai ao banheiro, se banha, etc. O que significa esto?

Lembram-se que a um instante falávamos da horizontal, onde vimos na linha horizontal.

Basicamente as características do que vemos são: inércia, automatismo e resistência da matéria. De fato desde o corpo o que mais nos custa é o que surpreende, seja uma dor em seu funcionamento, ou bem qualquer coisa que escapa da rutina me chama a atenção.

O corpo é inercia, seguramente muitos de vocês terão tido contato direto com alguma pessoa que se está morrendo ou que já está pronta para morrer, não tem em condições suas funções vitais e não se vai, a máquina nao parou de funcionar, mas se sente claramente que algo que estava nessa pessoa já não está aqui. Isto é a inércia do corpo físico.

Alguém pode sentir que o que tinha que fazer essa pessoa, já o fez ou não, mas já terminou, e pareceria que não terminou sua bateria, como se a bateria fosse por um lado e a Alma por outro.

Vocês se lembram que mencionávamos as duas variáveis (matéria e alma), na encarnação, muitas vezes a energia da Alma se retira primeiro, antes que se apague o motor da matéria às vezes acontece o contrario, alguém sente que essa pessoa fisicamente morreu e algo dessa energia está presente.

Então nós acreditamos que o desafio da espécie humana nesse momento em relação à evolução é o de divinizar a matéria.

Quando estamos falando do divino no corpo físico estamos dizendo que até a última célula, todos os elementos que formam o corpo físico são em essência divinos e ainda quando sua manifestação pode estar muito distorsida, pode ter tecidos enfermos, um monte de coisas, mas debaixo de tudo isso que está distorcida pela matéria, está a divinidade, sempre, em cada parcela e no todo, no todo está o Divino, em TUDO.

Qual seria o caminho para ir abrindo uma janela ao conhecimento da matéria, do divino? Basicamente há duas ferramentas que são muito úteis:

• Desautomatizar

• Auto-observação amorosa

Quem sabe, vocês esperavam algo mais complexo. Estas são ferramentas mais que simples o que não significa que sejam fáceis de utilizar.

Por exemplo, alguém escova os dentes automaticamente e, se paramos, algo muda, alguém se pregunta: como estava lavando meus dentes?

Si alguém, interrompe o automatismo voluntariamente, há uma estrutura que se rompe, é como por una cuña en el automatismo. Estou dando um exemplo muito simples.

Alguém pode observar, estar atento, estar na atitude de observador, alguém pode dar-se conta de infinitas cosas. Seguindo com o exemplo, poderia, inclusive, chegar a sentir os dentes vivos. Alguém poderia ir observando o qué acontece com cada coisa simples. Estou dizendo que em relação a descisão que muitos tenemos en enquanto a que somos seres espirituais quando meditamos ou em determinados momentos do dia e não em outros, queremos enfatizar a idéia de que é possível incluir o espiritual em qualquer momento, na vida cotidiana, nas coisas mais simples.

Esta é uma chave muito importante, tudo o que estou fazendo é em si mesmo divino, eu posso conectar desde aí, ou posso pensar “não é nada”, depende desde onde eu vejo, penso e sinto, quer dizer, depende da consciência.

O mais difícil com o que nos encontramos neste caminho é com a resistência da matéria. Por exemplo, uma célula que se formou como dizíamos, com o divino e a linha horizontal, só vemos na linha horizontal e acreditamos que aos tantos anos morremos e aos tantos anos temos que ativar alguma enfermidade genética, mas acreditamos nisto seriamente. Quando alguém ecomeça a trabalhar com alguma célula que se esqueceu quem é, como nós no mental, no espiritual, sabemos que a essência divina está no centro e tudo o que vemos é toda a ilusão que se foi gerando na vida na Terra.

Todos nós em maior ou menor medida desde o ponto de vista da divindade da matéria não teríamos por que morrer nem envelhecer, mas já temos a informação desde que nascemos, vemos que isto acontece a todos, por que seus avós morreram, lhe dirão: “você verá quando tiver minha idade”, enfim, está aí, se respira isso.

O que se denomina como hipnótico, seria o campo mórfico, o campo mental que formamos todos os seres vivos aqui na Terra, onde estão milheres de idéias semelhantes, “podemos viver muito mas não somos eternos”.

Gostaríamos de relatar a experiencia vivida por um médico e que quis torná-la pública. Quando este médico era jovem, tinha um companheiro de residência que começou a se encher de verrugas. Então, propôs ao chefe do serviço ajudá-lo com hipnose e o chefe disse que não. Ele insiste e pratica com seu companheiro hipnose, decide fazê-lo por etapas, limpá-lo das verrugas de um braço, logo do outro, e finalmente consegue que não tenha mais verrugas. Procuram o chefe e lhe mostram o resultado. O chefe se mostra muito impressionado porque em realidade não eram verrugas, era uma enfermidade incurável de pele, muito grave. O joven médico escreve um artigo sobre a experiência com hipnose sobre a enfermedade X, e se aproximam muitos pacientes com esaa enfermedade que querem ser curados por meio da hipnose. Ele volta a tentar curar do mesmo modo muitas vezes mas nunca mais volte a curar, porque já sabe que não são verrugas, ainda dando-se conta de que é sua mente e/ou a mente dos demais, a que não lhe permite realizá-lo novamente, não consegue vencer esta idéia negativa.

Conscientemente, condicionado porque ele diz: eu trabalho com essa limitação mental, sei que pode não ser assim, mas ainda assim não curarei a ninguém mais. Vejam, os pensamentos conscientes têm un gran poder. E, nem vamos falar dos pensamentos inconscientes, existem muitos pensamentos que influem sobre nós sem que nos demos conta.

O médico diz: possuo a dor de não haver podido voltar a fazê-lo apesar de saber qual é a limitação.

Alguém poderia pensar uma vez mais a isto e dizer , a evolução da espécie se maneja também pelo que se conhece como “massa crítica” ou o fenômeno do “centésimo macaco”, ou seja, talvezs com que ele seja cosnciente disso, não basta porque essa não é sua missão nem seu serviço poder produzir cura. Não estamos como mente humana preparados ainda para inserir este novo padrão, mas assim mesmo não deixa de ser um objetivo, para o qual podemos trabalhar.

O fato de que isto aconteça com ele e o conte, por sua vez, vai gerando um campo propício, seguramente, para que em algum momento mais pessoas que possam realizá-lo.

Recapitulando, se alcanço o silêncio de minha mente e permito que desça uma energía de muito mais alta vibração que seria aspirar à Verdade absoluta infinita, tudo é Verdade e eu posso sentir e vibrar desde aí. Se tenho paz emocional desce a energia da Essência Divina e eu posso manifestar minha qualidade amorosa.

Deizíamos também, que o corpo se construi com a energia da Essência mais a energia Divina da Terra, O que será divinizar o corpo? Como será no futuro, na espécie, um corpo divinizado? Assim como alguém pode saber a que aspira nos outros planos tanto na mente como nas emoções este é um plano muito pouco conhecido, muito pouco desenvolvido (nos referimos à divinização da matéria densa).

Em essência o corpo é divino mas quando dizemos Divinizado queremos dizir que isso se manifeste, que esteja visível sua divinidade no físico, não que alguém veja ao redor luzinhas, que o físico-físico, tenha qualidades divinas e sejamos conscientes delas.

Claro, mas isto implica tomar conciência, desde um lugar profundo, de que estamos construídos todos da mesma essência Divina, por tanto não há por que sermos fatalitas e não há por que adoecer e não haveria nenhuma necessidade disso, mas o ponto é, enquanto tempo se atingirá alcançar essa massa crítica.

As portas estão abertas, com isso podemos contar, mas não podemos saber quanto tempo levará atingí-lo, alguém só pode propor-sea trabalhar em prol da evolução ou contra ela, não importa quando suceda.

Na espécie humana não há enfermidades, há enfermos e não é uma questão lingüística. Não podemos deixar de falar de karma, o que representa para a senhora J uma experiência em particular? É provável que o obstáculo da senhora J não significa o mesmo que para outro ou melhor, o outro terá que morrer para abrir o coração dos vizinhos e o outro não, não sabemos. A cura dependerá também do plano de vida de sua alma.

O obstáculo é a possibilidade de aprender, porque aqui na Terra pelas características que temos, por agora como espécie, o sofrimento abre muito caminho, não estou fazendo uma homenagem a dor, estou descrevendo uma realidade.

Se dissessem para alguém andar e fazer tal coisa para seu crecimiento, este poderia dizer: AH… está um lindo dia! Vou a fazer amanhã, estou muito cansado. Tudo pode soar muito razoável, esta semana tive muito trabalho, mas se nos dói muito algo, não vamos deixá-lo passar, resulta-nos muito doloroso.

Nesse sentido, paradoxalmente ao que digo, algum dia nos daremos conta que podemos crescer sem sofrer mas atualmente, esta idéia, a da necessidade do sofrimento, está todavia muito instalada.

Não só podemos aprender através da dor senão que podemos modificar a relação com a dor, quando uma coisa é: Ai de mim, sempre me passa isto! Por que eu? ou seja, eu como vítima do sofrimento que repito a mim mesma e repito a situação de tal forma que consigo que a dor aumente e outra coisa é que eu me decida passar de ser sobreviviente a vivente onde o sofrimento vai ocupar outro lugar, vai tornar-se parte do que acontece.

Como diriam os Mestres, a alegria é um descanso entre dor e dor e, a dor é um descanso entre alegria e alegria. Eu estou aqui e me sinto neutra e não é que me dê o mesmo porque sou indiferente, senão porque compreendo o que está passando, sei intimamente que tem que ter um sentido.

As coisas acontecem, eu diria, inevitablemente, e ainda quando possa não gostar do que me está passando, posso saber, que é para meu bem e dos outros. Não me sinto vítima.

Isto se une com o que dizíamos antes, se eu tenho o compromisso, se eu sou responsável de minha vida, se sou vítima também sou responsável de sê-lo, daí que também posso pensar, que posso deixar de ser sobrevivente para ser vivente, a dor externa provavelmente não vai desaparecer mas eu poderia viver de uma maneira completamente distinta.

O caminho para a ascensão e para a descida, é único no sentido de que é pessoal para cada um. Ninguém pode saber o que o outro necessita exatamente, pode suspeitar, intuir, só quem pode saber o que necessita é a própria pessoa. Por quê uma pessoa se acerca a um lugar e aí permanece e outra não e segue circulando? Não é algo explicável por isso é pessoal, interno, cada um tem que buscar como segue isto, para onde vai, isto vai, isto não vai, e pode ser que o melhor para um não seja bom para o outro, não há receitas para isto.

A realização é um fenômeno coletivo da espécie. Se apenas um de nós de se realiza não basta, não alcança, porque a evolução é um fenômeno social.

A realização individual poderia criar um super-homem enquanto que a realização de um grupo pode levar à evolução da espécie humana, e ainda pode levar à criação de uma nova espécie.

Haverá um dia no qual poderemos ser divinos concientemente em todos os planos da experiência humana e evoluir para uma espécie nova. Deus sabe como será, mas ainda assim podemos escolher trabalhar para esse plano divino.

Lic. Silvia Kamienomostki