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PostHeaderIcon - CHAMADO AOS JOVENS OCIDENTAIS

 

PRECE HERÓICA: VIDA, SAÚDE, LUTA E SACRIFÍCIO

"A Terra é o lugar escolhido pelas almas mais nobres
A Terra é o heróico campo de batalha dos espíritos…
A bigorna onde o Ferreiro celeste forja suas obras”

Sri Aurobindo, Savitri, XI, I

“Portanto, Oh! Arjuna, levanta-te e luta com determinação!” Sri Krishha no Bhagavat Gita. Vr. 37, Cap. 2.

Viver significa lutar, não podemos negar. Enfrentamo-nos a este princípio de maneira inexorável e dura: como uma ordem militar, breve e concisa, à qual ninguém que aspire ao heroísmo pode escapar. Aceita-se esta ordem, cumprindo-a do melhor modo possível, ou de uma maneira lamentável, infame e covarde, desertamos e sucumbimos perante às potências da Ignorância que regem este mundo tornando-nos seus escravos…. Não há outra alternativa.

Viver significa lutar. Esta ordem a Providência nos deu, distingue o senhor do cego escravo, o herói do covarde, o homem de ação do sedutor e charlatão, o caráter forte e a determinação firme da debilidade e a ambivalência, finalmente, define o bom e o mau que nos sucede, o justo e o injusto, e nos permite além disto, valorizar nosso trabalho diário.

É a Força da vida que, mais além do caráter trágico e horrível que possa mostrar-nos na guerra, se impõe a todos os mesquinhos desejos pessoais, debilidades e temores. Deus só ajuda o valente e esforçado. Só o que luta pode triunfar, gozar e compreender, vestir-se de vitória e entrar no templo da Glória. Mas o doce preguiçoso e brando que reúne o compromisso, o esforço e a luta desconhece a força e potência do espírito, o brio e a violência divinos. Não captará nunca a feliz corrente de domínio e soberania que a Providência dispensa ao guerreiro, quando este se prepara e se oferece para uma Causa digna, grande e justa.

Na história, houve épocas em que se acreditou poder evitar este mandato (Dharma), o Propósito da vida humana; em que acreditávamos que a luta era um castigo ou uma abominação na qual não havia que se cair e que a vida fosse uma busca de perpétua ociosidade indolente, auto-indulgente; em que tratávamos de transferir o problema e a luta deste mundo ao outro, para que desde o céu resolveriam-nos tudo em uma cômoda e cálida existência sem desafios nem enigmas; em que se considerava e aprovava o bem pelo grau preponderante de ignorância, baixeza, covardia, e servidão da maioria, e o mal, no grau do ato honesto revolucionário; em que impulsiona os outros à covardia , à traição e à difamação, foram celebrados como meios efetivos de freio e imposição contra a luta heróica. Mas esta época já está por chegar a seu fim.

Na existência cotidiana, a mentalidade calculista e o espírito mercantilista (de dar-se cada vez menos- para receber -e receber cada vez mais-) implantado como uma hidra venenosa. A dignidade do corpo, as relações interpessoais, o labor nos deveres cívicos e sociais, as crenças e a ideologia, o amor, a lealdade, a honra… hoje em dia tudo se pode comprar e vender. O trabalho duro e honesto pesa como uma cadeia quase insuportável. A insensatez e a hipocrisia, a falta de caráter e a luta se faz necessária. A vaidade e o gosto pelo dinheiro fácil e o prazer celebram, aparentemente, seu triunfo definitivo sobre nossa sociedade. Nosso sistema cultural e os meios de comunicação as têm legitimado, alimentado - endeusando a Ignorância e as debilidades humanas em todas as suas refinadas vulgaridades. Mas isto não implica que tenhamos que reconhecê-las, tolerá-las, aceitá-las e assimilá-las como algo válido para nutrir nossa vida. Não - e não será a mentalidade servil dos lacaios do sistema que termine por abrir as portas de ouro do céu aqui na terra, senão sempre e unicamente, o homem lutador e consagrado que se sente tanto como um aventureiro como um soldado no campo de batalha da vida, fazendo caso omisso da classe, do nascimento, a riqueza e a pobreza, a classe social ou a raça, tão somente atento à alma nas coisas e ao nobre propósito e chamado da transformação do mundo, consciente de sua responsabilidade histórica diante de seus antepassados e de seus descendentes - perante o Senhor de todos os seres.

Não é deplorável que de uma maneira atirada ou descarada tenhamos nos convertido em auto-indulgentes e hedonistas? E mais, o querer regular as debilidades e os próprios erros da natureza humana através da indiferença e a servidão para com este corrompido sistema de coisas? Que tenhamos preferido isto em lugar de capacitar-nos, dar-nos conta e com valor, aplicar-nos em um justificado trabalho para corrigir, solucionar e definir por fim esta situação e o futuro do homem? Acaso não se experimenta certo mal-estar quando alguns homens com aspecto de sofredores, melodramáticos, amparados em sua interpretação distorcida das escrituras tratam de destruir a vida no mundo como una negra infâmia porque não têm a coragem de deduzir as consequências do mandato da Providência e admitir francamente o combate que lhes corresponde? Não é para rimos de Deus quando, a causa de  algumas chorosas criaturas declara-se a “Ele ou ao Diabo”, responsável pelo fato de que elas fracassem na vida por falta de fortaleza e de espírito de luta? Demostram uma mentalidade mercantil quando, com seus sermões e orações tratam de ganhar favores materiais, em vez de enfrentá-las no campo de luta no mundo? A causa de tais gemidos renegam suas próprias capacidades e da sentença de Deus que inadvertidamente, sabiamente castiga seu desvio perante a responsabilidade que impõe a vida, vida que se nos foi confiada a todos a fim de que aprendamos a auto-descobrir-nos Nele e a dominar assim as forças e princípios do jogo? Entendemos então que a capitulação no esforço pela auto-conquista e a maestria de vida una, elevada. Não temos nenhuma consideração perante semelhante ato estúpido. É um suicídio silencioso em vida.

Até hoje, semelhantes criaturas nunca puderam ser o guia confiável do homem que, como pedras angulares do mais duro granito, sobrevivem aos milênios.

Por esta razão, não queremos passar a vida, que a Providência nos outorgou, na condenação e na miséria, contemplá-la como um mar de vício da qual ninguém pode escapar; e posto que nossa existência não é uma coisa ruim e insignificante -já que provém do Divino- e nossa luta não é um lugar de condenação, antes ela é uma oração heróica, queempreendemos como guerreiros na conquista do mundo para o Supremo.

Deixemos de lado os covardes, deixemo-os atrás, os mesquinhos que estão contentes com seus pequenos ganhos e perdas ao nível ordinário da vida, deixemos gemerem de desespero, deixemos que sigam de joelhos, pois a Força Suprema está conosco, os que trabalham e lutam para que uma Vida Divina seja possível aqui na terra. Somos os soldados que estão unido para a Guerra em Kurukshetra.

Também houve épocas em que o espírito humano atendeu ao chamado divino, a força construtora celebrava seu maior triunfo; dias em que Atena, a Inteligência criadora indicava aos pioneiros novos caminhos e novas alturas; em que o esforço no trabalho e o ardor da luta fazia vibrar alto os corações e tinha a ressonância mais extrema em todas as partes da vida, tudo à causa da força original que se traduzia na vontade de vencer tudo aquilo que limitava o sadio crescimento do homem verdadeiro.

Não restaria nada dos nobres povos da terra, se nossos ancestrais não houvessem amado o valor e houvessem amado a luta, o enfrentamento em uma batalha contínua contra as forças adversas. Não existiria nada na cultura, dos monumentos erguidos, das obras de arte, a música e a literatura, da pintura, a escultura e a arquitetura, se estes consagrados e esforçados homens não houvessem aceitado o curso e as provas da vida mediante a valiosa entrega e luta.

“Nos sombrios poços carregados de ar poeirento e sobre a ameça constante, os diamantes africanos foram extraídos, polidos e levados ao templo de Salomão. Sobre elevados andaimes, entre o céu e a terra, os construtores das pirâmides ou das igrejas góticas entregavam suas vidas em um trabalho criador que vincula-os com seus deuses… Incas e chineses também provaram seu valor, capacidade e invenção construtiva. Em meio ao mar bravio, a frota viking passava intrépida sobre os rugidos das ondas para ir descobrir e conquistar terras desconhecidas e agrestes. Entre sonoras marteladas, entre o ruído na bigorna, o ferro toma forma de espada para ser utilizada por Normandos, Saxãos, Godos e Germanos que contiveram o avanço dos povos do Leste. Sobre o projetores, o aço tratado pelos americanos se estende sobre os moldes que darão forma a suas altas torres e navios. Sobre um ardente sol na Índia, Brasil, ou China, os cultivos se inclinam ante a foice do camponês”.

O gênio, a força e a pujança de nossa espécie haveriam se esgotado se as potências naturais da vida não houvessem sido criadas mediante a luta. Nossos povos atualmente não teriam nada que mostrar, nada que valorizar e respeitar, se milhões de nossos antepassados não houvessem ofertado suas vidas nesta milenar construção para assegurar uma vida mais elevada a seus descendentes.

Durante séculos de lutas nossos antepassados brigaram primeiro por sua sobrevivência, logo por sua liberdade, depois por sua prosperidade. Saudamos pois aos heróicos espíritos do passado que se atreveram a transcender esta vida e suas limitações, como flechas que tentavam perfurar o infinito, e lhes reconhecemos como nossos companheiros de luta em nossa vida hoje.

Senhores! Viver significa lutar. A história de nossos antepassados ensina aos voluntários nesta obra, a compreender o sentido da época e de sua missão particular dentro do mundo.

Nos encontramos numa época de dúvidas históricas por saldar, de altas tensões, de todo tipo de acumulação, mas também, ao mesmo tempo, época de síntese, onde tudo o que temos aprendido como espécie se colocará à prova, o que devemos aprender virá rapidamente. Agora corresponde-nos, lutar por algo todavia maior e mais difícil: abrir as pesadas portas de bronze do novo mundo que desde o alto há de vir. O advento da Vida Divina, o mais alto dos céus aqui na terra se aproxima.

Nós somos herdeiros e representantes de nossos antepassados, uma ponte sólida na cadeia constituída pelas gerações futuras. Temos pois, uma grande responsabilidade e uma magnífica oportunidade. Através de nós, a Vida Divina que desde os tempos mais remotos quer manifestar-se e justificado-se, finalmente encontrar fluida e ininterrupta expressão.

Senhores! Aceitemos a vida tal como está, porque amamos a retidão, e aprovamos a luta porque amamos a expressão de nossa força interior. A vida não é para nós um vale de lágrimas que viemos para dobrar-nos perante alguns deuses estrangeiros que se alegram ao nos ver arrastrar-nos de joelhos cheios de falsa humildade. Oh não!. Para nós, a vida é um florido campo de batalha que a Providência pôs a nossa disposição, em que nós queremos, e devemos, entrar para conquistar, lutandoA Providência nos há dotado para a luta e nós queremos crescer na vida lutando.

Deus, nossa existência… nossa espécie, nossos antecessores, nos transmitiram a vontade de viver, de lutar e construir. Assim é como, para germinar, o quer Deus em nós; e, assim é como queremos nós. A Vontade do Alto e a nossa, aqui na terra, se unem como o ouro e a prata para forjar a época de hoje, de amanhã e de depois amanhã.

Sob o iluminador olhar da Mãe Divina estamos de pé em meio da grande batalha, sabendo que toda força criativa está disposta em nós, seus filhos, e que de nós agora depende a transformação da vida.

Tudo isto não é a expressão de uma necessidade dramática e fatalista impressa pela mera angústia que há gerado o empreendimento das intermináveis batalhas em nosso avanço, senão que é o reflexo da vida, que em si mesma, impele ao combate, uma vontade de seleção dos melhores representantes de sua linhagem e da vitoria segura para sua capacidade de entrega total. Em cada lugar, desde os céus mais altos até a vida cotidiana do homem comum, se libera agora uma batalha decisiva que determinará nossa posição com relação à Divindade da qual viemos e à qual pertencemos, nosso próprio Ser Original. O Homem criador concebe sua relação com o Guia Supremo na luta, na batalha, em Kurukshetra.

Para o verdadeiro homem, o suor não é o salário de uma vida inferior, um pobre trabalho ou ação, senão a recompensa que lhe oferece seu próprio corpo ao usar sua força transfiguradora em magistral alegria criadora. Não considera-se a necessidade de combate como uma vergonha, como uma condenação por seus “pecados”, um castigo, senão que se vê como uma altivez, cumprindo de uma maneira positiva a Ordem dada pela Providência, o jogo mesmo da vida, aproveitando ao mesmo tempo a oportunidade que se lhe dá para forjar, formar e demostrar sua capacidade e caracter, a fortaleza e alcance do espírito humano para dominar a natureza onde habita, ultrapassar obstáculos e multiplicar as potências que antes dominaram e nos mantiveram atados à limitação e à dor; multiplicando-as, por sua vez, e as empregando para seguir escalando.

Nisto as pequenas responsabilidades cotidianas são aparentemente uma carga mais, apesar de tudo, não queremos aboli-las, pois a grandeza que distingue a obra no âmago da raça, sobrevivendo o passo dos séculos, está, antes de tudo, feita destes detalhes. Como o mecanismo de um relógio que se compõe de rodas pequenas e grandes, como o conjunto dos diversos instrumentos que compõe uma orquestra e como no passado, a marcha ritmada de centenas de soldados romanos que fazia tremer a terra, nós, os pioneiros de uma Nova Força temos também, cada um o seu lugar, como rodas, como instrumentos e como caminhantes, uma função, una tarefa que cumprir a fim de que a Obra Divina cresça em nós e desde nós, com nosso exemplo e em nosso tempo.

Devemos aportar ao mundo um novo conhecimento e uma nova fé, uma fé mais honesta, não só para os buscadores de Deus, senão também para aqueles que buscam a realização completa do ser humano; devemos fazê-lo pela transformação, salvação e revindicação de nosso mundo, pois sim não se faz agora, este afundará em sua própria ignorância e se converterá logo em um inferno.

Em milhares de atividades, exposições, reuniões, conferências e batalhas dialéticas que devem chegar, o guerreiro Aurobindiano se fará notável e imporá sua marca indelével a seus contemporâneos. Esta é a manifestação da sagrada coragem de viver para a Luz, rejeitando a zombaria, o mal-estar, a grosseria das condições iniciais, as dificuldades e o cansaço. Apesar dos embustes e ataques e armadilhas que possam vir, o Movimento crescerá e alcançará a meta que se propõe. Apesar do fardo obscuro, em que hoje ahumanidade está submergida, desfraldaremos nossa tremulante bandeira de azul e dourado, muito acima das megalíticas construções das potências da Ignorância.Deveremos sustentar sempre, com firmeza nossos punhos no estandarte do Ideal. Esta é a sagrada alegria do combate triturando a maquinaria da Ignorância, triunfando sobre tudo e escalando montanhas.

Queremos que esta geração de guerreiros seja estrita e exigente consigo mesma! Não indiferente, hedonista, auto-indulgente e complacente consigo mesma. Deveremos aprendera aceitar com ânimo vigoroso as privações e todos os golpes que possam vir, e nunca eclipsar pelo peso das responsabilidades, limitações ou problemas.

Jovens cavalheiros! Queremos que sejam amantes da paz e da harmonia, mas ao mesmo tempo que sejam fortes e valentes! Vocês deverão ser gentis e tolerantes, mas também sentirem-se valiosos e cheios de coragem! Não importa o que saibamos ou criemos hoje em dia, senão, ponhamos em prática a maneira de um inteligente canal à serviço deste ensinamento para nossa família, nossa nação e na comunidade mundial. Com as armas de um conhecimento exato, vocês haverão de lutar pelo restabelecimento da ordem neste mundo.

E, se algum dia vamos morrer... seja através da Verdade triunfa, nossos nomes serão alegremente recordados por gerações. Mas inclusive, quando já não exista lembrança de nós, nossas Obras todavia haverão de perdurar e falarão disto que estamos fazendo hoje. Temos que perguntar-nos então: Qual será nosso legado?

Temos a disposição de medir nossas forças com o destino a cada momento, e além disto aboa vontade, temos o poder e a capacidade de superar-nos, como um monumento viventede atitude combatente. Temos além disto a vontade de que cada um de nossos gestos sejam gravados com letras de ouro nas páginas da história. É a obra que revelará a grandeza de uma geração durante séculos e que deve assinalar como em uma epopéia grega o caminho aos nossos descendentes, ainda depois de milênios.

Sei que isto não pode ser de outra maneira porque chegamos a um ponto limite na história,sabemos que uma verdade eterna surge hoje para cobrir o mundo com sua Luz reveladora e temos recebido seu chamado e hoje, desde diferentes partes do globo, somos uma família. O mesmo espírito que animou as obras de Sri Aurobindo vive em nós hoje e é ele que terminará por se expressar sobre toda a terra.

Jovens: não há nada que temer! O espírito supramental apadrinha o nascimento de nosso novo mundo de Idéias, adiante, adiante, já não há meta distante!

“A honra, o poder, a determinação, a destreza, a intrepidez e o arrojo na batalha, a liderança e a generosidade são as qualidades de trabalho nos Kshatryas”

Ver 43 Cap. 18 do Bhagavat Gita.

 

Vocês aqui são o primeiro punhado de homens-semente do que crescerá por todo o mundo. Sabemos que um semeador obtém uma boa colheita se leva em conta a natureza da semente, do solo e da estação de cultivo. Devemos assegurar-nos de que estas sementes sejam da melhor qualidade. Se hoje, seguindo através disto, as verdades superiores e eternas, semeamos através de vocês os campos do destino, a colheita para o mundo será rica.

Primeiramente esperamos que estes jovens cavaleiros bebam da sabedoria Aurobindiana e de sua Divina Força que flui como um rio e esperamos finalmente que se manifeste em todo o mundo.

Queremos ser pessoas notáveis, brilhantes, excelentes, e vocês meus queridos companheiros serão estas pessoas.

A exigência como Cavaleiros, de adquirirem um bom nome perante o tribunal da história, e de ser a todo tempo honrados, impulsará uma série de homens firmes com uma concepção de dever; a vontade em nós se transforma na entrega absoluta ao Ideal Supremo; e isto se traduz, ao mesmo tempo, pela consciência da necessidade e o compromisso de ver nesta mesma geração, o descenso do mais alto Céu à terra.

A natureza do guerreiro está constituída por um amor, um rigor e um cumprimento espartano do dever, para culminar finalmente na atitude gloriosa do líder que se distinguiunas batalhas. Uma vida simples, paixão e um trabalho incansável pelos altos ideais, são a fonte onde sua força brota. Esta, forjada como uma vontade de aço e acompanhada de uma grande valentia, são as armas que triunfam sobre as dificuldades que possam apresentarem-se na vida do guerreiro da Verdade Supramental.

Para ser um guerreiro há que haver superado as provas dos esforços físicos, morais, intelectuais, da disciplina autoformadora, do domínio de si e da árdua luta espiritual. Mas a força da alma é a raiz de tudo isso. Vocês mesmos haverão de auto-instruir-se e prepararem-se para isto. Aprendam a auto-obediência e a disciplina. Pratiquem-na e conquistem todas as suas metas é o propósito maior da vida!

Entrar em uma constante preparação mental somada a uma educação da vontade coloca em evidência nossas debilidades ocultas, é verdade, mas também faz retroceder as inibições internas se persistimos em atingir o total domínio de si; transformando a frustração em ação, o desgosto e a impotência em coragem e valentia, a força interior se manifestará em constância e igualdade, em ações concretas para a construção do mundo que queremos.

A fé nas próprias forças, a confiança na Divindade, a determinação e a certeza da invencibilidade e a vitória constituem os fundamentos de nosso caráter e uma linha de conduta geral.

Queremos viver em um mundo pacífico e justo, uma confederação de nações amigas, uma só família, forte, grande e próspera. Mas para começar, não poderá haver nenhuma distinção de classe entre nós, não devemos deixar que essas concepções tomem forma em seu ego.

Enquanto ao líder do grupo, este há de ascender o Fogo do entusiasmo e da camaradagem. Há de avivar constantemente a chama da aspiração, a fé e o entusiasmo. Todos os membros da equipe devem estar alimentando-se de um só querer, saber, poder ehacer. Tudo isso sobre a firmeza coesiva, a solidez, o peso e a gravidade da unidade e o espírito ativo da luta.

Seremos como colunas de fogo ardente varrendo com todo a poeira, o lodo e a sujeira que cobriu a maravilhosa vida em nosso querido mundo. Seremos como um Leão que recobrou sua liberdade. E dizemos a estes mais jovens guerreiros, não esperem, despertem e sigam-nos! Aqueles que sabem de nossa missão se unirão com grande entusiasmo à Ordem e sua Obra e trabalharemos juntos como uma verdadeiro equipe em torno ao nosso Grande Projeto de vida!”.

Em volta de nós esta a Mãe, e em nós a Mãe marcha e canta até a vitória!!

CAVALEIROS AUROBINDIANOS!:

Com vocês sempre estarei, seu amigo e companheiro: PERCIVAL

GLÓRIA , GRAÇA E HONRA !!!

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Aos aspirantes recomendamos a esta leitura: “A VIDA DIVINA” de Sri Aurobindo.